quarta-feira, março 23, 2005

 

Novo Código da Estrada

Do que se ouve e se lê, fica a ideia que agora é a doer..Talvez sim, talvez não.. Algures no texto, é permitido o desrespeito por regras e sinais, independentemente da missão de urgência, por parte dos agentes de policia..mais, também é permitido esse desrespeito a qualquer pessoa desde que vá em missão urgente de interesse público, embora não esteja regulamentado o que se entende como tal...Fica a ideia generalizada que não se aplica a autoridades, governantes e qualquer politico em geral.

Lá se vai ouvindo o que mudou e, para mim, uma das maiores mudanças no cabaz, é o uso obrigatório do colete reflector (independentemente da cor ou feitio, pois a obrigatoriedade deveria ser precisamente o facto de ser reflector, é, em última analise, o motivo que leva a que se ande com aquilo no carro, ser visto de noite..).

A penalização ao arremesso de qualquer objecto para o exterior do veículo quando este está em movimento também agrada a quem já levou com a tradicional beata incandescente, ou a lata de refrigerante pelo camionista "distraído".

De salientar positivamente a maior protecção jurídica aos peões, afinal, são parte integrante dos utilizadores de uma rodovia.

Se o objectivo sumpremo deste conjunto de regras a cumprir e pagar, se possível na hora, é reduzir a sinistralidade, então voltamos ao mesmo. Mais uma vez olhamos para partes do problema e não para o seu todo. Se para problemas globais são necessárias soluções globais, fracassamos (again) em medidas de real combate à sinistralidade rodoviária.

Aparece mais uma vez à moda antiga, publique-se e cumpra-se, e as nossas policias encarregar-se-ão de fazer cumprir a estatística portuguesa de que cada condutor só é fiscalizado uma vez em cada 10 anos. Como impera a cobrança da multa, tenho uma sugestão a fazer: seria uma optima solução de financiamento das nossas estradas! Em vez de andarmos a discutir quem paga as SCUT´s, poderiamos guerrear pela atribuição de maior ou menor orçamento proveniente do suposto combate à sinistralidade..Não é para reduzir sinistros? Então investe-se numa outra parte do problema, na sustentabilidade do nosso panorama rodoviário, na manutenção e conservação de estradas, etc, etc...

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