quarta-feira, maio 18, 2005

 

Considerações às Scuts

Scuts: ora pagamos, ora não pagamos..ainda ninguém percebeu bem o que se vai passar, aliás, nem o próprio ministro, Mário Lino, sabe muito bem o que vai fazer...
Aqui ficam algumas considerações..valem o que valem..
As Scuts são estradas, cujo perfil de traçado se enquadra numa auto-estrada, mas que ao contrário desta, o comum utilizador não paga no acto da utilização.
O Estado lança concurso para a sua construção e exploração, o "vencedor" constrói sem quaisquer encargos para o Estado, e, em contrapartida vai receber o equivalente à passagem dos veículos numa comum auto-estrada..
Ou cobra a concessionária (comuns auto estradas), ou recolhe o Estado directamente dos impostos pagos (Scuts)...
Fala-se em alternativas..ora aqui é que reside o busílis da questão. O que se entende como alternativa é muitas vezes deixado ao critério de cada um...eu posso considerar que alternativa é ter exactamente uma estrada nas mesmas condições para fazer viagem semelhante...mas para isso não era construída a auto estrada..
Ou posso considerar que alternativa é possuir via transitável e adequada a trafego nacional. O que acontece (ou não) em muitas das situações.
Mas casos há, em que a construção destas Scuts veio introduzir novas ligações, a essas será complicado arranjar alternativa, ou em que a construção da via implicou a substituição da antiga e desactivação da mesma. Aqui também não há alternativa possível.
A definição destes critérios de alternativa é que importa a todo o momento apurar e classificar, a discussão popular de ?se não for por aqui demoro muito mais tempo? não deverá condicionar o debate técnico.
Nunca ouvi ninguém dizer que ir de Torres Novas a Lisboa pela A1 deveria ser gratuito (no imediato) porque o percurso pela estrada nacional se torna insuportável..é obvia a questão da alternativa e do pagamento em caso contrario..
A celeuma criada à volta desta questão é a mesma de sempre, queremos tudo de uma vez só. E acordámos agora! A Espanha tem e nós queremos ter...mas a Espanha pode ter...
Completar a rede fundamental de ligações nacionais e locais deveria ser a nossa principal preocupação, conservar a rede existente deveria ser matéria sem discussão, quer ao nível das boas condições dos materiais e equipamentos, quer ao nível do traçado e acessos diariamente criados.
Estrada Nacional deveria ser sinónimo de ligações com suporte a trafego nacional, e não uma estrada que passa no centro da freguesia e liga desde o café à escola directamente ao movimento automobilístico já citado...e a freguesia continua a crescer linearmente ao longo dessa estrada.. a chamada localidade de risco ao meio! Tem a estrada e depois tudo à volta!
As nossas estradas nacionais estão transformadas em autênticos arruamentos urbanos, com comercio local e com acessos criteriosamente arranjados al-gosto de quem mais pode...e depois não há alternativas..pois claro!
E não é de estranhar o conflito criado entre um automobilista que simplesmente vai ao café ou à mercearia, com o transportador de mercadorias que se destina ao percurso Lisboa Porto, etc, etc...
Estrada Nacional é sinónimo de gestão de âmbito nacional vocacionada para percursos nacionais, estrada municipal destina-se a ser gerida para percursos urbanos com recurso à administração local...em muitos casos, actualmente, quase se confundem...
Quando ultrapassarmos estas problemáticas poderemos então perder-nos em longas discussões sobre as Scuts, onde e como...até lá pague quem usa e faça-se investimento pensado naquilo que deveria já existir: uma rede rodoviária nacional básica!

Comments:
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