terça-feira, maio 10, 2005

 
Do último Congresso do PSD resultaram dois factos com relevância política.
A eleição de Marques Mendes como líder e o surgimento de uma denominada terceira via. Tudo o resto será inexoravelmente apagado pelo tempo.
E nada como o tempo para distinguirmos com clareza o substantivo do adjectivo de ocasião.
Não senhor Delgado não existe um titular de 47% do PSD.

Marques Mendes não vacila e, com a mesma coragem que utilizou no Congresso para dizer não aos caciques do costume e constituir a sua equipa livremente, inaugura uma nova fase da política portuguesa, onde os valores democráticos e éticos sobrepõem-se ás lealdades partidárias e aos interesses de conjunctura.
Nunca antes nenhum líder do PSD tinha concretizado a máxima de Sá Carneiro, primeiro o País depois o partido, como Marques Mendes surpreendentemente faz neste momento.
São momentos importantes para o partido mas é o sistema democrático português que sobe mais um degrau.

Mas são tempos difíceis, como acontece sempre que há rupturas, e ninguém pode ficar calado.
A terceira via não pode ficar expectante. Há momentos em que não existe neutralidade. Neutralidade é ausência e dos ausentes não reza a história.
E que melhor altura para concretizar essa nova forma de estar na política que neste momento de separação das águas?

Ao Dr Marques Mendes resta marcar eleições directas para depois das Presidenciais e assim demonstrar o apoio inequívoco que as suas decisões têm no seio do partido.
A autoridade não resulta do afrontamento de figuras públicas mas sim de decisões políticas corajosas e correctas.
Essas eleições não seriam para procurar uma legitimidade que estivesse diminuída. Não, quanto a isso o último Congresso foi claro.
Seriam sim para todos perceberem a precaridade dos 47%.

Comments:
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