quarta-feira, agosto 24, 2005

 

Portugal Marca?

Fernando Sobral / Jornal de Negócios

Portugal tornou-se, por momentos, o maior consumidor de fotocopiadoras do mundo. O ministro Manuel Pinho, conhecido por ter muitas obras de arte em casa e por escrever textos de opinião em jornais, decidiu ter uma terceira actividade: ser um corsário de ideias.

Há que elogiar o ministro: um pirata pilhava para ficar com tudo para si, um corsário tirava aos outros em nome do Estado. É assim que, aparentemente com orgulho, porque as boas ideias são para se pilhar, Manuel Pinho vai lançar uma campanha no exterior de promoção do país. Vai chamar-se «Portugal marca». Porque há uma década a inovadora campanha do país vizinho «Espanha marca» deu resultado.

Recordemos, já agora, que nas últimas autárquicas, a campanha vencedora de uma localidade da margem sul era «O Barreiro marca». A ideia de Manuel Pinho peca apenas por atraso: 10 anos face a Espanha e quatro anos face ao Barreiro. O pior é que quem decidiu não teve uma ideia: copiou outra. Isto é: Portugal, no exterior, vai ser uma fotocópia mal feita de Espanha. Como conceito de diferença é um caso para rir. Como sinal de mudança é uma parolice. Como resultado de uma nova postura de Portugal no exterior é comportarmo-nos como um país com défice de ideias. Somos, simplesmente, um eficaz funcionário de fotocópias

Comments:
That's a great story. Waiting for more. film editing schools
 
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