quinta-feira, novembro 10, 2005

 

Paridade...

O recente relatório da UNESCO no âmbito do programa "Educação para Todos" veio revelar alguns dados interessantes. Nos países desenvolvidos, as mulheres estão em maioria e tem mais sucesso no que diz respeito ao ensino secundário e superior. O documento refere que "quando o acesso não é limitado por constrangimentos de recursos, mais raparigas do que rapazes participam, especialmente ao nível pós-secundário, e elas têm um melhor desempenho".

Em Portugal por cada 117 raparigas, há apenas 108 rapazes no ensino secundário. Curioso é que no ensino primário o problema está invertido: entre os seis e 11 anos, há 118 rapazes para 112 raparigas.

Estes dados contrastam naturalmente com os dos países em vias de desenvolvimento onde são ainda os homens a ter acesso privilegiado à educação, havendo discriminação do sexo feminino.

É importante que se perceba no entanto que, apesar de estarem em maioria no ensino superior, as mulheres ainda não conseguiram atingir, na mesma proporção os lugares de topo nas empresas, na política ou na vida académica. A esse nível parece que os homens continuam a ser "os preferidos"!

Face aos dados deste estudos há algumas conclusões a retirar, por um lado, que é necessário continuar a defender os direitos das raparigas nos países em vias de desenvolvimento, para que lhes seja dado acesso à educação em igualdade de circunstâncias com os rapazes.
Por outro, podemos verificar que nos países mais desenvolvidos a nível de educação será necessário começar a pensar em medidas para "manter os rapazes na escola". Havendo igualdade e liberdade de acesso, os rapazes tendem a abandonar mais a escola e a ter piores desempenhos que as raparigas.

Nos países mais desenvolvidos, ao contrário da esmagadora maioria dos restantes, a igualdade no acesso está conseguida e é muito importante... a partir daí cada um mostra o que vale.
Porém, o maior desafio para o futuro das sociedades dos países mais desenvolvidos é promover a paridade! E sta vale tanto para as mulheres como para os homens!

Estes dados fazem pensar que cada vez mais a questão da paridade estará na ordem do dia! Mas talvez daqui a uns 50 anos sejam os homens a ter de lutar por ela, sendo os grandes defensores e beneficiários da paridade! Curioso... quem diria!

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